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Managed Services – Reinvenção é uma constante
 


Lisboa, 2 de dezembro 2011 - Entrevista Miguel Farias à Computerworld

- A área de Managed Services está a sentir a pressão da actual conjuntura económica com mais intensidade do que outros sectores das TI? Essa é uma pressão para baixar preços ou de maior procura, apostando nas vantagens de redução de investimento?
MF: A actual conjuntura económica está a afectar todos os sectores das TI, a pressão para baixar o preço tem sido a grande tónica em 2011 e acredito que será também em 2012, contudo esta pressão tem sido minimizada pelo facto da procura ter aumentado fortemente.

- Quais foram as principais mudanças no mercado de Managed Services em 2011 em termos de serviços e exigências dos clientes?
MF: Sendo o tema dos custos uma questão central, a qualidade do serviço em todos os seus aspectos tem sido um dos pontos mais importantes para os clientes, exigindo e validando o cumprimento de metas inicialmente definidas. Custos e a qualidade do serviço prestado são duas componentes sempre indissociáveis do serviço como um todo, a qualidade associada a um aumento de produtividade é também cada vez mais percepcionada pelo cliente.
O índice de qualidade percebida pelos nossos Clientes relativamente aos serviços prestados teve uma subida muito acentuada, fruto de um trabalho de muito esforço por parte da Tecnidata junto dos seus clientes.
Penso que estes tempos de mudança exigem cada vez mais uma gestão centrada na inovação e no cliente, isto é apreciado, tem o reconhecimento do cliente e no final traduz-se em mais e melhores contratos.

- Dentro da gama de managed services quais são os que têm crescido mais no último ano? E qual a tendência a médio prazo?
MF: Os serviços de suporte ao utilizador, têm crescido imenso e penso que esta tendência irá continuar, contudo temos registado crescimento em todos os serviços. Existe cada vez mais a percepção por parte do cliente que poderá aumentar a produtividade da sua empresa através da contratação destes serviços, redireccionando os seus recursos para as suas áreas de core, reduzindo também desta forma os custos associados ao IT.

- Quem são os vossos principais clientes a nível de Managed Services em Portugal? Quer apontar algum caso de referência?
MF: Temos muitas referências ao nível dos Managed Services, na banca nos seguros, nas telcos, contudo as questões de confidencialidade impedem-nos de divulgar os nomes.

- A banca e as telecoms continuam a estar entre os sectores que mais recorrem a estes serviços?
MF: A banca e as telecoms são sectores que há muito recorrem a estes serviços, e estão claramente entre as nossas maiores referencias.

- E as PMEs, que estavam a “despertar” para os Managed Services, já investem mais nesta área?
MF: As PME´s são claramente um mercado com potencial, tem sido criado para este mercado um conjunto de serviços integrados que acompanham o crescimento destas empresas, adequando desta forma o valor do serviço ao seu crescimento e às suas necessidades em termos IT.

- De que forma é que os novos modelos de pagamento de serviços e cloud computer estão a obrigar os fornecedores de managed services a reinventarem os seus modelos?
MF: Nesta área a inovação e a reinvenção dos modelos são uma constante, os serviços na Cloud são mais um tema que tivemos de endereçar, contudo ainda têm alguns problemas de maturidade e a sua adopção ainda tem um caminho longo.

- Quais poderão ser os caminhos de evolução na vossa perspectiva?
MF: Penso que iremos caminhar cada vez mais para modelos flexíveis, modelos onde estarão englobados todos os serviços IT, endereçando áreas que até agora ainda estão fora deste âmbito. Penso que a palavra chave para este sector é mais uma vez a inovação.

- Há perspectivas de que actual conjuntura obrigará a uma reorganização do sector em termos de fusões e aquisições em Portugal?
MF: Penso que não haverá muitas alternativas a este cenário.

- Qual é o peso dos managed services na vossa facturação? E qual a perspectiva para o próximo ano?
MF: Neste momento os Managed Services já têm um peso superior a 35% na nossa facturação e a perspectiva é continuar a crescer.

- A internacionalização dos serviços, com gestão a partir de centros de competência em Portugal, é uma área que estão a considerar (ou já a aplicar?)
MF: É um tema que já hoje endereçamos mas ainda numa dimensão reduzida, penso que será uma inevitabilidade para um crescimento mais acentuado.

 

 

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